Certa vez, quando ainda tinha quinze anos, enviei um livro para a Editora Brasiliense, que naquela época foi avaliado pelo editor e renomado Caio Graco Prado (dono da editora). Então, ao devolver meus originais, ele enviou uma carta explicando o motivo da recusa para a publicação: ELE DIZIA PARA EU ESCREVER SOBRE MIM E SOBRE AS COISAS QUE MAIS TARDE SERÃO PERDIDAS.
Esses ensinamentos nunca saíram de minha mente. Por isso consigo entender, hoje, o que ele queria dizer. A verdade é que quando escrevemos sobre o que vivemos e aprendemos, o domínio das palavras torna-se mais fácil. E foi seguindo esses ensinamentos, entre outros contidos nas cartas que ele me enviou (recebi duas dele), que consegui produzir com mais criatividade e dedicação, evitando imitar escritores famosos e modelando meu próprio estilo e técnica.
Entre contos, romances e textos avulsos, passei a escrever artigos para a mídia impressa. E a foto acima é uma amostra de um novo trabalho que estou preparando para publicação, onde me inspirei na educação que minha mãe me deu e na educação que estou dando às minhas filhas para incentivá-las a ler e escrever com prazer e naturalidade, evitando o stress da obrigação, tornando o aprendizado uma grande brincadeira que renderá frutos no futuro.
Escrever, para mim, é um prazer imenso e uma vitória que eu credito sempre à minha mãe Nivalda Brunelo Magaldi. Minha heroína, mentora e exemplo de vida.

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